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6 de mar. de 2012

Elas... Semana da Mulher no À LitFan

Elas...

Por Tânia Souza e convidados

Na semana em que se comemora o Dia da Mulher, convidei algumas interessantes personas do universo virtual para comentarem sobre as personagens mais marcantes em suas histórias de leitura. Marcantes e sombrias.

Recebi comentários sobre personagens melancólicas, fortes, enigmáticas... Mulheres más, fêmeas fatais...

Vilãs?

Não exatamente; algumas injustiçadas, sedutoras... tristes. Mas com certeza, na opinião destes leitores, as mais fascinantes! Assim, o que seria apenas uma breve postagem sobre musas sombrias, se estendeu um pouco mais, espero que gostem.


Interessante pensar - ao ler sobre estas personagens - em suas motivações, momentos históricos nos quais surgiram e caracteristicas mais fortes. Mesmo recobertas por estereótipos, estas personagens também são, e não se trata de uma contradição, uma desconstrução dos estereótipos femininos: por meio dor, do sofrimento, nas tentativas de vencer os desafios e com ações ousadas, saíram de um lugar comum para conquistar a eternidade, brincando com o imaginário do leitor.  Fêmeas fatais não são novidades, estão presentes em culturas diversas,  assim como criaturas mágicas, vampiras, bruxas e outras inomináveis que povoam os mitos, lendas e folclores, e representam a contradição, a ousadia, o diferente e a força da imaginação.

E algumas... bem, algumas são apenas... más. E fascinantes.

Muito obrigada aos amigos que gentilmente tiveram tempo de colaborar. E o que é melhor, nossos leitores comentaristas apresentaram personagens para agradar a todos os gostos e gêneros literários.

Então, vamos a elas...

*

E para estrear nossa série, o escritor Romeu Martins (@romeumartins) do blog Cidade Phantástica, elegeu o universo das histórias sherlockianas para invocar sua musa das sombras. Conheçam a fascinante Maria Pinto, criação de Arthur Conan Doyle.

E essa linda ilustração é do Zambi!
“Sou fã da Irene Adler - chamada por Holmes de "A Mulher", como um diferencial de todas as outras que ele encontrou -, Irene Adler surgiu no conto "Um escândalo de Boêmia". E gosto das vilãs brasileiras do Doyle, tanto que usei a Maria Pinto no Cidade Phantástica. Irene Adler é uma unanimidade pra quem gosta das histórias sherlockianas, mas eu tenho essa preferência pessoal pela Maria Pinto desde que li "O problema da Ponte de Thor" pela primeira vez e descobri aquela personagem brasileira que o próprio Holmes define como uma das mais ardilosas que ele já conhecera. Eu adoro o plano de vingança que ela elabora naquele conto.”
           
E o autor gosta mesmo da personagem, já escreveu sobre ela na noveleta "Cidade Phantástica", presente na coletânea Steampunk - Histórias de um passado extraordinário e agora, em seu novo projeto, uma graphic novel adaptando aquele texto, em parceria com o desenhista Sandro Zamboni (o Zambi), vão mostrar as origens dessa vilã brasileira criada por Arthur Conan Doyle. Vamos aguardar!

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Elsen Pontual (@ElsenPontual) escritor e membro do site A Irmandade, escolheu uma das minhas favoritas. Sua garota é, assim... como dizer... um carro! Mas que carro! Com vocês, Christine, de Stephen King; e Claudia, a doce vampira de Anne Rice.

“Gosto de Christine principalmente pela dúvida que ela gera no leitor. É um carro possuído ou algo ainda mais profano? Ela matou a esposa e filha do antigo dono, ou foi o mesmo responsável por esses "acidentes"? Ela voltou no final do livro para terminar sua trilha de sangue? O mestre King sabe criar um ar de mistério como ninguém.

Christine é maligna do pistão ao parachoque. Além de ser uma assassina fria e eficiente, ela possui uma capacidade de influência que beira a dominação.

O melhor é que, mesmo transformando o rapaz nerd em "descolado", ao mesmo tempo que o torna violento e cruel, ela não precisa dele para realizar sua mortandade. É meia tonelada de aço e perversidade a mais de cem por hora.

Mas se carros do sexo feminino não valem, [Valem sim, sir Elsen] escolho Cláudia, a vampira de Anne Rice. O fato de ser uma predadora perfeita e uma psicopata cruel presa à imagem e ao corpo de uma criança inocente foi a melhor jogada da autora. Afinal, não há nada mais sombrio do que imaginar um sorriso angelical e infantil manchado pelo sangue consumido com prazer e luxuria.”
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Adriana Alberti, (@tykkaa) acadêmica de Psicologia, escritora, blogueira e viciada em esmaltes; escolheu duas personagens sombrias: uma deusa da lua e uma adorável vampira. [olha só a vampirada dominando a área]

“Existem duas mulheres na literatura que eu sou fascinada por serem sombrias. Hécate, a deusa é considerada como a mais antiga deusa da fertilidade, do nascimento, é a deusa trácia da Lua. Associada ao lado escuro da lua, magia e cerimônias, além de estar ligada ao Hades.

Hécate é representada como a deusa tríplice (jovem, mulher e anciã) além de ser a única deusa que os deuses, titãs e seres mitológicos respeitam e não enfrentam. Em geral é sempre ligada a magia, feitiçaria e encantamentos.

Outra personagem que eu adoro é a Pandora de Anne Rice, além de vampira, Pandora está sempre ligada com uma aura de sedução e distância. Mulher forte e de opinião forte. Pandora tem seu próprio livro na coleção Crônicas Vampirescas, mas faz algumas pontas em alguns outros da coleção.”

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E amanhã tem mais. Muito mais!

E não deixem de nos contar, quem é sua personagem favorita no universo literário sombrio?

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