Em 10 de dezembro de 2010, se Clarice Lispector estivesse viva, estaria completando 90 anos. Mas não aconteceu, pois Clarice simplesmente eternizou-se. Em À LitFan, este texto é uma pequena homenagem a uma escritora única na literatura brasileira.
Quando fui escrever esse post sobre Clarice Lispector, de alguma forma, voltaram a minha mente palavras de uma outra escritora, Catherine Asaro. Em uma entrevista concedida a Luís Fernando Silva Pinto, a autora definiu certa vez a ficção científica como uma forma de entender o que é diferente, uma escrita sobre o alienígena, que não é tão alienígena assim e que, nessa tentativa de explorar o desconhecido, há uma necessidade de se compreender outras partes de nós como seres humanos. Para a autora, a ficção cientifica investiga a nossa inquietude e como lidamos com o que não entendemos.
E Clarice, de uma forma quase surpreendente fez da inquietude o brinquedo de suas letras. Dona de uma escrita enigmática, densa, ora poética, ora engraçada, e extremamente humana, nos deixou textos de grande beleza. A autora brincou com o fantástico em várias obras. Conheça Miss Algrave, um conto surpreendente, provocativo, diferente e fantástico.

