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21 de set. de 2011

Perry Rhodan - A Nave Explorer em Perigo

Este texto é parte do Setembro Especial  com Perry Rhodan - para ler a primeira postagem, com dicas de links, clique Aqui. Para ler a resenha de Os traficantes de Alaze, clique Aqui.

Perry Rhodan - A Nave Explorer em Perigo

Clark Darlton

Esta é outra aventura que gosto muito. Espero que apreciem. Ah, alguns spoilers foram inevitáveis. Neste livro, um dos meus personagens favoritos, o Gucky, faz uma pontinha mais que especial. O mutante, um rato-castor inteligente e dos mais divertidos do Império, (divertido para mim, ao menos, pois ter um telepata ao seu redor, lendo os pensamentos de todos não deve ser lá muito confortável para os demais personagens), aparece quase no final, mas como sempre, de forma muito eficaz. Localizar e compreender qualquer impulso cerebral é apenas um dos dons, junto a capacidade de teletransportar-se, do companheiro de Perry Rhodan.

Entre as mais de dez mil Explorers que pertencem ao império, vamos conhecer a de numero 3218, menor que as demais, tem em sua tripulação 400 especialistas nas mais diversas áreas do conhecimento.

O objetivo? Desvendar o cosmo, os exploradores do espaço são os descobridores, ou como prefiro dizer, achadores de novos mundos e etnias, a equipe de especialistas faz o diferencial desse grupo.  No caminho destas astronaves, o sucesso ou a morte pode estar a poucos anos-luz.

A missão da 3218 era percorrer a Galáxia, contornando-a por fora, no sentido de sua rotação. Nessa trajetória de desvendar o espaço na velocidade da luz, encontraram o que parecia ser muito promissor aos terranos.  Ex-zannma, um sol amarelo, muito semelhante ao “nosso”. Neste sistema, pousam no planeta Zannnaton, a doze mil, duzentos e doze anos-luz da Terra. A exploração será surpreendente. E cruel.

Paisagem exuberante, vida aquática, cavernas misteriosas e “salgueiros semi-inteligentes” são algumas das maravilhas encontradas.  Esse “salgueiro”, quando tem cortado um pequeno galho, luta e ataca os seus oponentes, isso me lembra certa escola de bruxos, onde existe um outro salgueiro lutador. Como sempre, nas histórias de Perry Rhodan, essas pequenas cenas é que me deixam com água na boca, fico imaginando mil aventuras a mais com os personagens e criaturas que surgem e passam rapidamente pela narrativa. O comandante passa algum tempo rememorando aventuras e perigos já enfrentados, e por meio de suas lembranças, passamos por planetas habitados por Pedras Vivas e Sáurios, por exemplo. É quase um aviso do que está por vir.

Ah, uma coisa legal nessa aventura é ser tensa, empolgante. No planeta praticamente perfeito para colonização, algumas criaturas inusitadas os aguardam. (Pelo que eu entendi, é a primeira vez que aparecem os Vermes do Pavor na saga, mas não sei é exatamente assim). Pois surgem minúsculas coisinhas azuladas que são imediatamente apelidadas de gafanhotos do inferno. Sugestivo não é? O que fazem? Desintegram e destroem absolutamente tudo que encontram, e são praticamente indestrutíveis.

Ah, detalhe, preciso falar dos gafanhotos do inferno. Eles foram encontrados em uma das cavernas do planeta. Em um amplo salão escavado na rocha, uma carcaça indestrutível surpreende os exploradores, mas em um outro salão, encontram o que parece ser um inofensivo feijão. Cor? Roxo-azulado, levemente brilhante. Após muitas experiências, comprovam que são indestrutíveis, assim como a gigantesca carcaça. Um fato aparentemente inexplicável desperta as coisinhas azuis e, além de atacarem de forma altamente corrosiva, serem indestrutíveis, possuem a capacidade de duplicar-se continuamente. Ou seja, imaginem até onde podem chegar?

Dessa forma, sobreviver torna-se a palavra principal para os tripulantes, e um preço muito alto vai ser cobrado nesta aventura.  De fato, a Nave Explorer corre muito perigo.

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Na resenha anterior, comentei sobre a ausência de um papel feminino de maior destaque. Desta vez, temos uma cientista mais interessante, apesar de ainda soltar gritinhos diante do perigo e ser “protegida” nos momentos mais difíceis...

4 de set. de 2011

Perry Rhodan - Os traficantes de Alaze



Este texto é parte do Setembro Especial  com Perry Rhodan - para ler a primeira postagem, clique Aqui.


Perry Rhodan - Os traficantes de Alaze

William Voltz

Sinopse: Há muito o tráfico de drogas vinha crescendo... e agora tomava um rumo que poderia causar a derrocada do Império Solar. Vários povos iam afastando-se dos terranos, pois temiam tornarem-se viciados! Rhodan tenta por um fim a este negócio criminoso. Mas o que consegue é tornar-se alvo de criticas de jornais... entretanto, em Alaze, planeta-base dos salteadores, um inocente casal vive uma aventura que...

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Não poucas vezes, fala-se da atemporalidade do texto literário, e mais uma vez, comprovo. Ainda que muito seja reflexo da época, certos temas sempre são atuais. Quando estava folheando os livros da série para escolher quais resenharia, encontrei este que é um dos meus favoritos. Minhas razões para essa escolha foram, como sempre, extremamente subjetivas e no caso, ingênuas até: meu fascínio pelos seres-pássaros e por este ter sido, se minha memória ainda se salva, o primeiro da série que li. Mas relendo, percebo que muito do fascínio vem também dos conflitos sociais que vão se revelando no texto. O poder das drogas. Manobras políticas. Concorrência de mercado (e suas conseqüências). A escravização via substancias químicas. Manipulação. Ausência de ética. Preconceitos. Superação. Dominação. Coragem... Questões que não poderiam ser mais atuais. O mote não é novo, dessa vez, um herói inesperado salva o dia. Mas com a ajuda de tantos outros heróis ainda mais inesperados que ele. Vamos a eles. Ah, o texto apresenta alguns spoilers. Mas são poucos, quase tímidos.

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No calendário da Terra, marca-se 2102. O império Solar é a mais importante potência comercial das Galáxias e o arcônida Atlan, com o apoio dos terranos, consolidou sua posição como imperador. Embaixadas e representações comerciais da Terra são comuns em diversos mundos. Um sonho antigo da humanidade - viajar pelo espaço sideral, conhecer outros mundos e civilizações - tornou-se real. Ainda que não ao alcance de todas as pessoas.

Mas em Os traficantes de Alaze, o que acontece a centenas de anos-luz da Terra nem sempre pode ser considerado um passeio turístico proveitoso. Menos ainda para um inusitado casal em lua-de-mel. Será que John Edgar Princer, herdeiro e vice-presidente da Intercosmic Fruit Company, e sua esposa Cora Princer teriam feito a mesma opção de viagem se soubessem o que lhes aguardava?

John, por ser “daltônico” e ter um “defeito na estrutura óssea” foi rejeitado pela Frota Solar.  Com um brevê de piloto espacial de segunda classe, irá pilotar a nave-disco que lhe foi presenteada pelo pai.   A primeira vez que vemos o jovem herdeiro caminhando até sua nave, carregado de embrulhos, somos brindados, pelos olhos de um experiente astronauta, com a seguinte descrição: “era alto e magro; as roupas esvoaçavam em torno do corpo. Movia-se com a compenetração infeliz de um flamingo que encolheu uma perna e tem de saltitar com a outra.” Uma “ave estranha”.

Mas em seguida, um gesto de esperteza para driblar uma possível “baby sitter”, com o irônico nome dado a sua nave, “Error” em referência as recusas que sofreu para entrar na Frota Estelar e finalmente, por ser dono de “um par de enormes olhos azuis, transbordantes de tristeza, que fitavam o mundo com uma expressão de melancolia”, o leitor pressente que pode esperar muito mais dessa “ave estranha”. Um personagem que tem uma chance de provar o seu valor. Afinal, terá que enfrentar bem mais que insegurança e desejo por aprovação. 

A bordo da Error, uma carga de gigante-supermacio (pois é, sementes especiais de espinafre :S) combina o útil ao agradável, uma carga da empresa que deverá ser entregue durante a viagem. As minúsculas bolinhas azuladas que só poderiam distinguir-se de sementes de papoulas por meio de uma análise serão de grande valia nessa aventura.  

A lua-de-mel logo é adiada. Um “pequeno” e “colorido” erro do daltônico John, no cálculo da transição, além de oferecer uma experiência especialmente dolorida na desmaterialização, levou o casal para um lugar qualquer da galáxia, sem nenhuma estrela por onde orientar-se, estavam completamente perdidos. E a mercê de salteadores cruéis.

Estes salteadores galácticos atacavam sem piedade. Entretanto, o acaso, mais que a esperteza, faz com que sejam confundidos com traficantes. Ao assumir esse papel, John salva sua vida e da esposa e se vê frente a uma chance única de descobrir informações extremamente importantes para Perry Rhodan.  E em nome desse bem maior, o personagem cresce e revela-se.

Ao explorar o vício de extraterranos, os traficantes visavam bem mais que o simples lucro. Uma manobra política para derrotar o império. Nas criaturas de outros mundos, o efeito das substâncias químicas comprovara-se ampliado a beira da loucura, e isso representava um grande perigo para a soberania dos povos, que reagiam da única forma possível, cortando o contato com os disseminadores da loucura. Quem? Terra! O isolamento econômico teria conseqüências graves.

Em meio a esse contexto, o casal é recepcionado em Alaze. Como as sementes azuis foram confundidas com sementes de papoulas, estariam salvos enquanto o engodo não fosse descoberto. Ou enquanto o verdadeiro transportador não chegasse. Mas assumir esta mentira lhes daria um curto tempo para tentar uma fuga e transmitir as informações importantes que fossem coletadas no planeta Alaze. Nomes, endereços e planos dos que ameaçavam o império.

O cenário principal dessa luta é o planeta Alaze. Possuía oxigênio, mas tinha cheiro de terra úmida, semelhante ao de folhas apodrecidas.  Florestas com árvores de troncos gigantescos e escuros, copas densas como uma massa compacta serviam de moradia aos nativos. Ah, os nativos eram criaturas com a estatura mediana de um humano comum. Cabeças de pássaros, olhos negros e inteligentes, rodeados por um circulo de penas. Bicos largos e curtos dominavam o rosto. Os braços, quando abertos, formavam asas. Os corpos eram cobertos de penas. Seres-pássaros que falavam sofrivelmente o intergaláctico. De temperamento alegre, eram brincalhões, amigos e cheios de truques. E vítimas fáceis de substâncias entorpecentes. Na luta por sobrevivência e procurando meios para contatar Perry Rhodan, nossa dupla se aventura pelo planeta Alaze com a ajuda do ser-pássaro Schnitz e seus companheiros. Perseguidos pelos salteadores e arriscando-se entre outras tribos, o perigo e a emoção que sempre buscara torna-se real para John. E acho que isso não era exatamente o que o desastrado herói desejava.

A aventura se centraliza nas ações do casal, ainda que outros personagens interessantes apareçam, alguns com atitudes surpreendentes, como o traficante Clifton Shaugnessy, o corajoso Major Woodsworth – Comandante da Cape Canaveral e a promessa de um resgate espetacular, Valmonze, o patriarca dos salteadores, mas quero mesmo é comentar sobre a esposa Cora Princer. Ela é principalmente bonita, ainda que em alguns momentos tenha atitudes que revelem uma personalidade forte, não é uma personagem bem explorada na trama, o papel feminino permanece com a função de embelezar e apoiar, senti falta de mais espaço para a moça na história. E espero terminar em breve uma fanfic com os seres-pássaros como protagonistas. 

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Título do original: Nur ein Greebhorn 

2 de set. de 2011

Em À LitFan – Setembro Especial com Perry Rhodan

A primeira vez que li um livro de ficção cientifica foi com Perry Rhodan. Especialista na série? De jeito nenhum, devo ter lido uns quarenta, cinquenta livros no máximo, destes, alguns em formato e-book. Ainda tenho quase todos. Poucos se perderam no tempo, emprestados ou mesmo extraviados. Também não sei detalhes que somente os fãs mais aficionados conhecem. Apenas sei que li  algumas aventuras e gostei muito.

Quem conhece esta que é a maior série de FC existente, com mais de dois mil e quinhentos livros publicados (na verdade, segundo texto de Roberto Sousa Causo, mais de 2.600 episódios já foram publicados) sabe que esse número de leituras é irrisório, mas bastou para despertar em mim o encanto pela literatura especulativa. Minha imaginação quedou-se deslumbrada com as aventuras entre terranos e outros fantásticos seres espaciais, com as naves, a tecnologia, as alianças e disputas intergalácticas, com mundos e criaturas inusitadas que surgiam, revelando-se como personagens surpreendentes, dos mais comuns aos mais complexos, que se revelavam, tanto no aspecto físico quanto psicológico, como monstros e/ou heróis inimagináveis. A série alemã é complexa, ampla, com muitos personagens e envolve em suas aventuras centenas e centenas de anos da historia da humanidade.

Recomendo aos leitores que queiram saber mais sobre a história da série, os ciclos publicados, personagens e outras curiosidades, visitem os sites indicados e façam ótimas leituras. 




O Portal das Probabilidades - de Gian Danton


Na Wikipédia

Quem tiver dicas de sites/blogs onde é possível ler mais sobre a série, aceito sugestões para indicar aqui.  


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Ah, e qual o motivo deste Setembro Especial com Perry Rhodan? A série completa, no dia 8 de Setembro de 2011, 50 anos de existência. Uma ótima razão para comemorar! Em à LitFan, minha homenagem será de uma forma simples, mas que me agrada muito: compartilhando algumas das leituras que fiz da série. E, mesmo com vontade de seguir uma leitura organizada cronologicamente, vou mesmo começar pelo primeiro livro que li: Os traficantes de Alaze. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.

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